Homens gays com deficiência congénita e/ou adquirida, física e/ou sensorial: Duplo-fardo social.

Nas últimas duas décadas observou-se o surgimento de uma vasta gama de estudos relacionados com a homossexualidade. No entanto, a abordagem às pessoas lésbicas, gays e bissexuais (LGB) com deficiência congénita e/ou adquirida, física e/ou sensorial, torna-se difícil devido à escassez de estudos nesta área (Duke, 2011). Até a um passado recente, a orientação sexual desta população foi ignorada ou assumida como inexistente (Hunt, Matthewa, Milsom & Lammel, 2006). Tal se deve à extrapolação errónea de que as pessoas LGB com deficiência não são sexualmente atraentes, desqualificando a possibilidade de estabelecerem um relacionamento homossexual satisfatório, não só devido às limitações causadas pela incapacidade congénita e/ou adquirida, física e/ou sensorial, mas também, por se partir do pressuposto que pela sua invisibilidade a homossexualidade nesta população é inexistente (Cheng, 2009).O presente estudo, de natureza qualitativa e exploratória, tem como objectivo principal analisar a eventual dupla discriminação que homens gays com deficiência congénita e/ou adquirida, física e/ou sensorial podem ser alvo na sociedade portuguesa.

Garrett & Sousa (2012). 2ª Mostra Nacional de Práticas de Psicologia, São Paulo, Brasil.

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Investigação: “Contributos para o conhecimento e a intervenção junto dos indivíduos LGBT com deficiência física e/ou sensorial – Ser minoria na minoria.”

Atendendo às recomendações da Organização Mundial de Saúde relativamente às pessoas LGBT com deficiência física e/ou sensorial e a diversas linhas de orientação mundiais referenciando boas práticas de intervenção junto desta população específica, pretende-se com esta investigação contribuir para o conhecimento aprofundado destas pessoas em Portugal, em termos de caracterização sociodemográfica, assim como, avaliar as suas necessidades, alargadas a dimensões multidimensionais de qualidade de vida: física – percepção sobre a condição física; psicológica – percepção sobre a condição afectiva e cognitiva; social – percepção sobre os relacionamentos sociais e os papéis adoptados; ambiental – percepção sobre aspectos relacionados com o ambiente onde vive. Assim, paralelamente ao contributo para uma linha de investigação promotora da sensibilidade para a diversidade, organizar-se-á um manual de boas práticas com guidelines para as equipas multidisciplinares que intervém junto destas pessoas e que servirá de base à consolidação de um plano formativo a colocar em prática durante a investigação.

 

Assim, pretende-se reunir o maior número de participantes de modo a cumprir o primeiro objectivo do estudo (caracterizar a população LGBT com deficiência congénita e/ou adquirida, física e/ou sensorial, em Portugal). Trata-se de uma investigação conduzida pela Professora Doutora Ana Garrett, membro do CIS-IUL.

Apela-se à divulgação da investigação e ao contacto para participação, através do email: lgbtspecial2013[at]gmail.com.

 

Saudações académicas,

Special LGBT

 


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